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Vitória Diniz. Tecnologia do Blogger.

O infinito e a vida

Todos, de alguma forma, já ouviram ou usaram o acrônimo "TOC", porém em grande parte dos casos o uso foi incorreto de modo (intencional ou não) a banalizar e romantizar esse distúrbio. O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) tem como características principais a presença de obsessões (são pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes que ocorrem de formas invasiva e indesejada) e/ou compulsões ("comportamentos repetitivos ou atos mentais que um indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser aplicadas rigidamente.").

Ao contrário do imaginário popular o TOC não é uma coisa simples e inofensiva. Gostar de lavar as mãos antes das refeições, ter manias de organização, prezar por simetria, separar as coisas por cores ou tamanhos  não significam que você tem o transtorno, a coisa é muito mais complexa que isso e eu agradeceria se parassem de brincar com algo sério. É importante destacar que o TOC causa sofrimento e não é voluntário. Ainda segundo o DSM-5, cerca de 50% dos indivíduos com o Transtorno Obsessivo Compulsivo apresentam ideação suicida e 1/4 efetivamente chega a tentar suicídio, ou seja, é extremamente grave.

No livro "Uma história de amor e TOC" (recomendo), são apresentados alguns casos de como o transtorno se manifesta. Para exemplificar e mostrar na prática que o TOC provavelmente não é o que você pensa irei apresentar dois personagens da obra: um deles possui como compulsão o ato de lavar as mãos exageradamente (passava horas no banheiro fazendo isso) até que elas começaram a despelar e malhar também de forma exagerada (passava mais de 8 horas na academia se exercitando). Sua estrutura física, o impulso mental de contar e fazer sempre tudo 8 vezes, e o comportamento de limpeza acabavam gerando um sentimento de repugnância e medo nas pessoas tanto é que ele não tinha amigos. Outro caso é o de uma garota que não conseguia dirigir a uma velocidade superior a 30km/h (compulsão) devido ao medo de atropelar alguém (obsessão) e com isso sempre que ela passava por uma criança (mesmo que esta estivesse na calçada) ou um cachorro, voltava várias vezes para conferir se os tinha atropelado, além de ter que parar em muitos momentos durante o trajeto a fim de conferir se não tinha alguém enganchado no carro ou alguma marca que indicasse que ela tinha atropelado alguém. 

Como sabem, eu sou uma admiradora da psicologia, mas não é apenas por esse motivo que escolhi falar sobre o distúrbio, há um mês minha psiquiatra me diagnosticou com TOC e a melhor forma de garantir que um transtorno não será minimizado é a informação. Em mim, essa disfunção se manifesta de diversas formas, mas não me sinto confortável ainda para falar sobre as mais pesadas. Uma das compulsões que sofro é a de limpeza, por exemplo, sempre antes de tocar em um dos meus livros eu preciso lavar as mãos 3 vezes e se eu tocar em algo no meio do caminho (qualquer coisa, até a maçaneta da porta), preciso voltar e repetir o processo. Isso interfere na minha vida, no último ano eu li pouquíssimos livros, estava diminuindo o meu prazer pela leitura e ler é uma das coisas que mais amo (isso sim, meus queridos, é TOC) e vai um pouco além, ao lavar as mão antes de qualquer refeição (esse ritual também se repetia) eu acabo usando o cotovelo ou o braço, em vez das mãos para pegar ou manusear algo. Além disso, sofro obsessões sobre coisas ruins que poderia fazer (como jogar o carro na frente de um caminhão, falar coisas absurdas a alguma autoridade, despir-me na frente de várias pessoas, tudo isso de forma involuntária) e imagens de situações tão pesadas que tenho o impulso de tampar os ouvidos e gritar comigo para parar, calar a boca e isso me leva a compulsões que não quero descrever aqui.

Como viram, o transtorno Obsessivo Compulsivo vai muito além de ter manias. Por fim, caso tenha se identificado com algo que foi descrito aqui, procure um profissional da área, não faça autodiagnóstico.  



Veja essa imagem em: iStock | Detalhes da licença
Criador: elenabs | Crédito: Getty Images/iStockphoto


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Relacionamentos superficiais, pressão (seja interna ou externa) para ser bem sucedido, cobrança da faculdade, preocupações financeiras, insegurança devido as redes sociais, desespero diante do desemprego ou (para quem trabalha) falta de tempo, rotina agitada, distanciamento da família e amigos, baixa autoestima provocada pelas desilusões amorosas, imposição para ter um relacionamento e constituir família... As exigências da vida adulta não param por aí. Mas essas resumem bem as indagações que tiram o sono de (quase) todo jovem que chega a tal turbulenta fase da vida. 

Quando criança, fantasiamos com a fase em que teremos independência suficiente para fazermos nossas próprias escolhas. Contudo, como quase todo delírio infantil nos enganamos a respeito do que é ter mais de 18 anos: uma grande dor de cabeça. Na verdade, é um período totalmente marcado por incertezas. Se você também chegou a essa etapa, sinta-se abraçado.

Para os teimosos devo avisar que não tem nada de glamouroso em trabalhar, não sobrará dinheiro nem para as bobagens gastronômicas. E tempo é o menor recurso do jovem-adulto, principalmente se precisa lidar com o grande volume de atividades do ensino superior.

Ademais, é geralmente nesse período que ocorrem as primeiras ou mais sérias relações amorosas. Com isso, iniciam-se as frustrações, os livros e filmes de romance nos enganam! Na vida real predominam joguinhos, indiferenças e conflitos. Nesse sentido, faço alusão a música "Trem bala" da cantora Ana Vilela: "é que a gente quer crescer e quando cresce quer voltar ao início, porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido".

Outra ilusão é acreditar que já seremos seres maduros e bem-resolvidos, ao final de um dia cheio muitas vezes desejamos o colinho materno acompanhado por uma boa dose de glicose. Sem falar que a chegada abrupta de todas essas responsabilidades pode agravar a saúde mental e levar a dosses excessivas de estresse, cansaço ou coisas piores como distúrbios psiquiátricos e até o suicídio. Não podíamos estar mais enganados (durante a infância) sobre como é a vida adulta.
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O livro conta a história de dois amigos (Alice e Mattia), por intermédio de narrativas que caracterizam a vida deles desde a infância até a idade adulta. Seu nome é uma analogia a uma propriedade matemática dos números primos, a qual define números divisíveis por 1 e si mesmos que compartilham uma solidão: a diferença ente eles é igual a 2 e portanto, apenas um número par os separam, a exemplo de 5 e 7, 11 e 13, 17 e 19. Desse modo, existem perto um do outro mas não o suficiente para se tocarem, assim como os personagens principais dessa história.

Tudo se inicia com acontecimentos da infância, responsáveis por mudarem definitivamente a vida de cada um. Nessa época os dois não se conheciam ainda, mas suas fragilidades traçavam um caminho para uni-los. Aos nove anos Alice se vê infeliz ao ter que praticar esqui, um esporte que odeia, apenas para satisfazer a vontade de seu pai. Porém, esquiando em um dia preenchido pela neblina, ela sofre um acidente que lesiona sua perna esquerda, deixando-a deformada. A garota, por conseguinte, fica marcada com uma cicatriz que simboliza a alteração do relacionamento com o pai, seu corpo e a sociedade.

Mattia, por outro lado, possui uma exigência familiar diferente. Desde cedo manifestou uma grande facilidade de aprendizagem, ao contrário de sua irmã gêmea Michela, a qual nasceu com uma deficiência intelectual. As dificuldades dela não eram acolhidas pelas outras criança, o que tornavam os dois irmãos alvos de preconceito. Por esse motivo eles nunca eram convidados para nada. Todavia, ao serem pela primeira vez convidados para uma festa de aniversário, o garoto decide ir sozinho. Ele tem a ideia de deixar sua irmã sentada na praça que fazia parte do percurso, enquanto ocorre a festa. Contudo, ao voltar para buscá-la, não a encontra nunca mais. Isso leva-o a criar um grande sentimento de culpa.

Alguns anos passam e eles entram na adolescência com conflitos internos que os levam a desenvolver transtornos. Alice sofre com anorexia e Mattia, autolesão não suicida (seu comportamento disfuncional teve início no dia que sua irmã desapareceu), cada um com seus fantasmas internos que os conduzem a solidão. Porém, assumem posições diferentes, ela se esforça para se encaixar no mundo, enquanto ele tenta se isolar do mundo. Ironicamente, acabam se conhecendo e a partir desse momento tornam-se amigos unidos pelas cicatrizes e inseguranças que possuem.

O que mais me encantou nessa narrativa foi a facilidade do autor de aproximar o leitor do conflito, a forma crua como tudo é contado lembra quão real e próxima a obra é. Senti estar dentro da história compartilhando com os personagens as angústias, receios, sentimentos de inadequação e solidão. Tudo isso ao mesmo tempo em que transmite um ar de veracidade, responsável por ora questionar o impacto de nossas ações e escolhas na vida, ora aceitar as consequências.

Acredito, acima de tudo, ser essa história objeto de reflexão sobre até que ponto questões que ocorrem enquanto ainda somos crianças, moldam o padrão mental e de comportamento adotados durante as próximas etapas etárias. A forma particular como cada um lida com eventos traumáticos e o peso disso na qualidade de vida, pois o que todos procuram no fundo direta ou indiretamente é a felicidade.

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Desde que comecei a fazer psicoterapia (há dois anos) sempre me pergunto o porquê de não copiarmos o modelo de contato psicólogo-paciente (que consiste em encontros semanais de alguns minutos) nos outros relacionamentos. A sensação que eu tinha era de que se nos empenhássemos a seguir esse estilo haveria menos superficialidade nas principais relações humanas.

A consulta psicológica é um momento em que (geralmente) dois seres se encontram com objetivo de reduzir a dor do outro por meio de uma escuta empática, sem julgamento com comentários que guiam a uma reflexão maior. Sei que na vida real esses profissionais contam com um treinamento longo que os guiam na abordagem em consultório. Contudo, se a ideia geral de reunião para acolhimento das angústias e anseios fossem adotadas, seria possível entender mais as preocupações de alguém. Nunca tive um momento desse tipo, de sentar com algum familiar ou amigo e conversar sobre como me sinto, e pelo que percebo é assim com várias outras pessoas, não só comigo. É algo tão simples, mas que faz uma diferença enorme e que poderia fazer também.

É justamente sobre a importância dessa habilidade de escutar que Rubem Alves disserta no texto "escutatória":  
"Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil… Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma”. Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer… Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…".

Analiso, por fim, se nos relacionamos de maneira errada, ninguém ensina como devemos prosseguir. Simplesmente seguimos interagindo aleatoriamente, empurrando com a barriga (de qualquer jeito conforme a correria do dia), é como tocar alguém de raspão quando se poderia abraçar. Mantemos o contato superficial por uma convenção, assim parece que aturamos a companhia por ela simplesmente existir. O fato é que muitas vezes sabemos mais as preferências musicais de um amigo virtual do que a banda ou cor preferida de nosso irmão, falta um empenho quando se trata de conhecermos um indivíduo que aparentemente já conhecemos por fazer parte de nossas vidas, mas que no fim, não sabemos muitas coisas sobre, uma grande e infeliz ironia. 

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Fonte: arquivo pessoal, 2019


Estaria mentindo se falasse que consegui  lidar muito bem com tudo. O ano de 2019 foi muito desafiante para mim, questionei-me muito sobre a vida e a morte também. Fiquei confusa com coisas simples, óbvias, outras nem tanto e ocorreu principalmente a desconstrução de quem eu era (ou achava), da minha imagem, onde todas as referências perderam o valor por não fazerem mais sentido. Não faço a menor ideia de quem sou, mas pelo menos tenho certeza que meus erros não me definem e qualquer coisa pode ser construída ou melhorada.

Não é confortável a pressão de estar em um ambiente de elite cercada por alunos de escolas particulares, melhores ETECs, cursinhos mais caros e poliglotas, a USP indiretamente suga sua confiança. Iniciei os estudos totalmente insegura, essencialmente após uma aula trote (muitos desconfiavam) intimidar ao ponto de questionar meus conhecimentos e levar a considerar-me burra. Alias, essa foi a maior sensação que tive durante o ano, que eu não sou boa o suficiente para a universidade.

A EACH tem a proposta de ser mais inclusiva por estar localizado na Zona Leste e oferecer  para indivíduos em vulnerabilidade socioeconômica, além dos auxílios moradia, alimentação e livro (esse último é extremamente difícil de conseguir, não conheço ninguém que tem), o manutenção. Apesar disso, observei que a USP ainda não está preparada para garantir a permanência de alunos que vêm de escolas públicas, das periferias. Fui contemplada com três dos quatro auxílios oferecidos e somente por isso consegui me manter (tive problemas principalmente no início pela demora da liberação do passe livre), mas presenciei uma amiga quase desistir do curso por precisar e não ser contemplada integralmente.

A adaptação ao transporte público de São Paulo foi gradativa. No começo pedia informação para todo mundo. Já cheguei a pegar o ônibus errado, passar do ponto, errar a estação e direção do metrô, esquecer o bilhete único, ficar presa no trem por não conseguir sair. Aos poucos fui aprendendo e desenvolvendo técnicas para não me perder, hoje sempre ando com um caderninho de endereços e números de ônibus, além do mapa do metrô e cptm (sugestão de minhas amigas da faculdade) distribuídos gratuitamente. Também tenho consciência da regra de sempre andar a direita nas escadas (principalmente rolantes) e que os vagões das extremidades geralmente estão mais vazios.

A mesma instituição que por muitas vezes tirou o meu sono, também proporcionou momentos incríveis. Os instantes de conexão mais pura comigo, em que consegui abraçar minhas dores e entender os meus sentimentos ocorreram na viagem a aldeia Rio Silveiras, onde conheci o mar e descobri meu amor pelo ecoturismo e pelos povos indígenas. O mais maravilhoso foi sentir "ainda bem que estou viva". No segundo semestre a visita de campo ao Parque das Neblinas (Bertioga-SP) logo após a alta do hospital psiquiátrico proporcionou esperança, um recomeço observando pelo mirante a vista maravilhosa da praia de Bertioga.

Mais difícil que viver em outro local é ser obrigada a lidar com a ausência de pessoas importantes. Senti muita falta da minha família (meus pais, o irmão e as cachorrinhas), em vários momentos precisava apenas de um abraço deles. Isso por um lado, proporcionou o desejo de estar mais perto e aceitar mais o contato (tenho problemas com o contato físico) e minha ânsia por abraços quebra-ossos. Em contrapartida, levou-me a constatação: quando estamos perto esquecemos das coisas essenciais.

Ainda não me acostumei a dinâmica da cidade, o tempo perdido no deslocamento (no mínimo três horas por dia) e a grande quantidade de seres humanos (sempre sinto falta de ar em estações lotadas), contudo, encontrei locais e pessoas que podem me auxiliar nessa caminhada. Desse modo, mesmo sendo só mais uma na cidade consigo ir vivendo aos pouquinhos, algumas horas me arrastando, outras de carona com ar condicionado e umas poucas na chuva chorando e sorrindo.



A escrita transforma.




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Não importa como cheguei a esse ponto, eu só e infelizmente cheguei. Passei por uma internação psiquiátrica e não quero comentar o motivo. Apenas gostaria de compartilhar a experiência grogue.

Fiquei internada por um dia. A entrada para a ala de internação é controlada por um segurança. Lá dentro, o alojamento é dividido, de um lado o feminino e do outro o masculino incluindo o banheiro, o qual fica em cada alojamento, na frente de um vidro (na recepção ou central de controle de enfermeiros e profissionais). 

Dentro de cada quarto ficam várias "camas" ,as macas, impermeáveis com travesseiro e um cobertor.

O que eu fiquei fazendo lá? Na grande maioria do tempo dormindo e deitada mas também perambulei pelo local e construí um barco com a toalha de papel.

Só a medicação, as refeições e o plantão dos profissionais (vários enfermeiros) tinham um horário programado, não existiam atividades artísticas, banho de sol ou qualquer coisa do tipo.

Quanto a alimentação, sou vegana, declarei isso e minha filosofia de vida foi respeitada. Gostei do que foi servido e principalmente da forma atenciosa que foi feita.

Quando recebi alta todos os meus pertences foram devolvidos.  Lá dentro não podemos ficar com nada, até a roupa deve ser trocada. Fornecem calça moletom cinza e blusa de algodão cinza, azul ou vermelha.

Antes de entrar na ala de internação e também antes do paciente ser liberado, precisa passar por um atendimento com psiquiatra para orientação e ajuste dos medicamentos. Durante a internação fui acompanhada de perto por psiquiatra e enfermeiros.

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SOBRE MIM

SOBRE MIM
Sou uma pessoa tentando ser útil para a sociedade de modo a transformá-la. Vitória, 23 anos, bacharel em Gestão Ambiental pela USP, vegetariana, gym rat, calistênica iniciante e grande apreciadora da matemática, ciência, cérebro, animais, meio ambiente, livros e psicologia. Definitivamente diferente.

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