• Página inicial
  • SOBRE MIM
  • CONTATO
Vitória Diniz. Tecnologia do Blogger.

O infinito e a vida

HEMATOMAS

No chão da sala jaz um corpo inerte, sem vida. Perto dele há um rastro vermelho vindo do quarto, todo o percurso no qual se rastejou em fuga pedindo que sua vida fosse poupada. Acompanhei o primeiro golpe, seguido imediatamente por um grito implorando clemência. Com covardia não consegui encarar o desespero impresso nas faces daquela criatura. Imóvel assisti a todo o massacre me questionando se naquele momento eu era vítima ou cúmplice.  
Por mais contraditório que possa parecer, não foi o último golpe que o matou. Sua morte foi lenta e dolorosa: hematoma após hematoma o ser ficava mais fraco, até o ponto em que as lesões eram tantas, os ferimentos infeccionados ardiam e a pele arroxeada passou a ser corriqueira. Nesse estágio, qualquer outra facada não faria diferença, não havia mais um desejo pela vida. Julgo dizer que o primeiro golpe foi o mais doloroso (com ele vieram mentiras e indiferença culminando em falta de confiança), nunca esperou uma atitude daquela, não das pessoas (nós) que o tratavam com tamanho carinho.
Com as mãos tingidas de vermelho o assassino olhou satisfeito em minha direção, parecia não entender a gravidade dos seus atos, de quão letais eles eram. Por alguns segundos tomei como minha a culpa por isso, mas não era, em vários momentos tentei alertá-lo, chamar sua atenção, foi então que percebi: insistir não fazia diferença. Rendi-me, apavorada de braços cruzados, a essa realidade com coragem suficiente para ver, mas faltante ao ficar paralisada quando senti vontade de estar ao lado do organismo, lhe confortando, no fatídico instante que tossindo sangue deixou a vida. 
Aproximei-me dele e com um delicado toque horizontal sobre a pele fria, fechei definitivamente as pálpebras, suas funções vitais já haviam cessado e com elas partiram todos os bons sentimentos que antes tinha pelo assassino. De olhos arregalados contemplo o cadáver do nosso amor.
Autora: Vitória Souza Diniz (eu).

EXPLICAÇÃO:

O conto aborda, por meio de elementos metafóricos, a morte de um sentimento. O amor romântico, representado pelo ser que sofre as agressões, é assassinado por atitudes descritas, tais como mentiras, indiferença e falta de confiança, elementos por si só significativos para a destruição de um relacionamento. O eu lírico (quem narra a história), aqui simbolizado pela perspectiva feminina, não exclui o fato de também ter contribuído para o ocorrido (principalmente no momento em que afirma não saber se ocupa a posição de vítima ou cúmplice), porém, deixa claro que tentou alertar o assassino sobre os seus atos e, por fim, evidencia que sozinha não conseguiria salvar a criatura (que, no caso, representa o amor) e só restou a ela assistir toda aquela violência, pois relacionamentos (especialmente românticos) não são vias de mão única, dependem da dedicação de ambos os envolvidos.
*A cópia ou reprodução não autorizada ou referenciada de qualquer elemento do conto é plágio e consequentemente se configura como crime.





Share
Tweet
Pin
Share
No comentários


O Prêmio Sesc de literatura é um concurso literário que revela autores inéditos. Dividido em duas categorias (conto e romance), dois livros são premiados, os quais são distribuídos por uma editora conceituada e de grande porte: a Record. Dessa forma, o concurso insere os autores no mercado editorial e proporciona uma renovação no cenário nacional literário. 

Sinopse do livro:
"O doce e o amargo aborda temas tabus, tratados com delicadeza. A qualidade dos contos é vista em todas as frases, construídas de forma natural, mas criando poderosos efeitos. Os diálogos são ágeis e precisos. Há constantes reflexões percorrendo o texto, que nos atraem para o interior da narrativa e dos personagens, mantendo um tom ao mesmo tempo violento e suave.
O tema é universal: a morte e seus correlatos, em contraposição a um tênue amor. Há excelentes metáforas, e o texto evita bravamente qualquer lugar-comum. As conexões criam uma linha narrativa que não se rompe; a coerência interior é tal que torna o livro, em cada conto e como um todo, uma trama indissolúvel, mesmo que atravessada por extremos: o pesado e o leve, o onírico e o real, o doce e o amargo".




Entrevista

Quem é o João Gabriel?
"Eu sou eu, aquilo que leio e o que está no livro, ao mesmo tempo que eu também não sou aquelas coisas. O que há de mim nesse livro é metade referência e metade coração, ele é uma síntese bastante sugestiva sobre o que sou, sobre o que penso. O livro é amargo demais, muito mais do que doce". 
No mais o João, como um jovem normal, afirma gostar de esportes, de sair, prefere o dia muito mais do que à noite, além de morar em Juiz de fora.

E quanto ao livro, você já vinha escrevendo para o concurso ou surgiu a oportunidade e se inscreveu?
"Eu não tinha a pretensão de publicar um livro, uma colega falou que iria participar do prêmio e me sugeriu. Tinha uns arquivos no drive. Coloquei os contos que considerava melhores. Seis meses depois eu recebi a ligação, estava na universidade. Esse livro foi um acidente, não um projeto e isso explica algumas deficiências dele".

O que a escrita representa para você?
"Hoje em dia representa uma forma de sofrimento, porque antigamente era uma forma de elaborar o sofrimento, então era uma atividade muito espontânea e muito orientada pela paixão do momento. Era uma forma de projetar no meio externo os problemas do meio interno. Entra um fator que não existia antes: a exposição pública da obra, então isso acaba um pouco corrompendo a liberdade do fazer literário que eu acho o mais importante. Diante da página em branco a gente deveria estar sozinho. E estou aqui tentando recuperar a inocência pré-publicação. É uma noção que vai se modificando aos poucos. Como jovem eu tenho a tendência a acreditar que a escrita é uma forma de desafogar, por outro lado também é uma forma de criar beleza. É sempre um exercício de liberdade, de beleza, de desafogo". Por fim, cita Camus ao afirmar que o romance tem a cara do destino.

Algum dos contos foi baseado nas suas experiências?
"Muito do que está lá é um reflexo do que eu vivo. A literatura é o sinal de que existe vida ali. Factualmente quase nada ali diz respeito ao que eu já passei, mas em termo de vivência emocional de amadurecimento existencial. Acho que é um livro que fala muito sobre o que sou".

Qual dos contos mais te representa ou te toca?
"O que eu acho mais bonito é o segundo, na verdade ele é o mais importante do livro 'Ódio ou pais e filhos'. A ideia de amadurecimento se encontra em sua expressão máxima ali. Ele é o mais importante porque é sobre isso que o livro trata, sobre essa incerteza em relação a vida e sobre a necessidade de encontrar um suporte que é impossível. O rito de passagem é algo que atravessa muitos dos contos".

Como é ser um jovem escritor no Brasil?
"Olha eu ainda não sei. Publiquei, contudo ainda não criei um nicho de contato muito grande, converso com poucas pessoas sobre isso, não acompanho a crítica que venho recebendo, eu nem sei se eu venho recebendo alguma crítica ou se venho sido lido. Acho que não sou a melhor pessoa indicada para falar como é ser escritor no Brasil".

O que mudou na sua vida após ter ganhado o prêmio?
"Acho que hoje em dia eu fico me torturando mais para escrever. De resto eu sou a mesma pessoa. O legal é que eu descobri uma cena literária, que existem muitas pessoas escrevendo no país. É importante porque você acaba se sentindo muito sozinho nesse mundo de escrita e literatura, eu amadureci muito em termo de pensamento . Ter um cuidado que nem sempre é ruim, começa a ser mais cauteloso, para quem não tem muita segurança de si mesmo acho que isso às vezes é algo prejudicial. Se você não se sente tão deslocado você consegue aproveitar bem. Amadurecimento intelectual, pois sei que tem gente muito boa e eu tenho que ralar muito para chegar ao nível deles".

Qual a sua perspectiva para o futuro? O que você planeja?
"A ideia mesmo é caminhar sem saber onde vou chegar".


Você pode adquirir a obra clicando na imagem:


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários


O livro conta a história de dois amigos (Alice e Mattia), por intermédio de narrativas que caracterizam a vida deles desde a infância até a idade adulta. Seu nome é uma analogia a uma propriedade matemática dos números primos, a qual define números divisíveis por 1 e si mesmos que compartilham uma solidão: a diferença ente eles é igual a 2 e portanto, apenas um número par os separam, a exemplo de 5 e 7, 11 e 13, 17 e 19. Desse modo, existem perto um do outro mas não o suficiente para se tocarem, assim como os personagens principais dessa história.

Tudo se inicia com acontecimentos da infância, responsáveis por mudarem definitivamente a vida de cada um. Nessa época os dois não se conheciam ainda, mas suas fragilidades traçavam um caminho para uni-los. Aos nove anos Alice se vê infeliz ao ter que praticar esqui, um esporte que odeia, apenas para satisfazer a vontade de seu pai. Porém, esquiando em um dia preenchido pela neblina, ela sofre um acidente que lesiona sua perna esquerda, deixando-a deformada. A garota, por conseguinte, fica marcada com uma cicatriz que simboliza a alteração do relacionamento com o pai, seu corpo e a sociedade.

Mattia, por outro lado, possui uma exigência familiar diferente. Desde cedo manifestou uma grande facilidade de aprendizagem, ao contrário de sua irmã gêmea Michela, a qual nasceu com uma deficiência intelectual. As dificuldades dela não eram acolhidas pelas outras criança, o que tornavam os dois irmãos alvos de preconceito. Por esse motivo eles nunca eram convidados para nada. Todavia, ao serem pela primeira vez convidados para uma festa de aniversário, o garoto decide ir sozinho. Ele tem a ideia de deixar sua irmã sentada na praça que fazia parte do percurso, enquanto ocorre a festa. Contudo, ao voltar para buscá-la, não a encontra nunca mais. Isso leva-o a criar um grande sentimento de culpa.

Alguns anos passam e eles entram na adolescência com conflitos internos que os levam a desenvolver transtornos. Alice sofre com anorexia e Mattia, autolesão não suicida (seu comportamento disfuncional teve início no dia que sua irmã desapareceu), cada um com seus fantasmas internos que os conduzem a solidão. Porém, assumem posições diferentes, ela se esforça para se encaixar no mundo, enquanto ele tenta se isolar do mundo. Ironicamente, acabam se conhecendo e a partir desse momento tornam-se amigos unidos pelas cicatrizes e inseguranças que possuem.

O que mais me encantou nessa narrativa foi a facilidade do autor de aproximar o leitor do conflito, a forma crua como tudo é contado lembra quão real e próxima a obra é. Senti estar dentro da história compartilhando com os personagens as angústias, receios, sentimentos de inadequação e solidão. Tudo isso ao mesmo tempo em que transmite um ar de veracidade, responsável por ora questionar o impacto de nossas ações e escolhas na vida, ora aceitar as consequências.

Acredito, acima de tudo, ser essa história objeto de reflexão sobre até que ponto questões que ocorrem enquanto ainda somos crianças, moldam o padrão mental e de comportamento adotados durante as próximas etapas etárias. A forma particular como cada um lida com eventos traumáticos e o peso disso na qualidade de vida, pois o que todos procuram no fundo direta ou indiretamente é a felicidade.

Adquira esse livro na Amazon: https://amzn.to/3cGKEdt (comprando pelo link você ajuda muito o blog ❤️).


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários


Fãs do impossível é um livro voltado para o público juvenil (mas não se restringe a essa faixa etária), que aborda por três perspectivas e narrativas diferentes o desafio de ser adolescente e lidar com questões, as quais limitam sua existência. Nesse sentido, um trio de jovens descobrem na amizade a força para lutar contra o preconceito, solidão e distúrbios mentais.

A história transita o tempo todo por questões "polêmicas" de modo delicado e atencioso. Dando visibilidade a homossexualidade (como deve ser tratada: com respeito e naturalidade), suicídio, autolesão e o peso de uma família desestruturada. Esse é acima de tudo um livro sobre diferença e liberdade de viver.

"Mas, de alguma forma, fitar os olhos dele era como olhar em um espelho. Como se aquele fosse o reflexo que eu queria ver".

"Assim era fácil desaparecer, enquanto alguma coisa puxava com força uma corda atada em seu coração. Era uma sensação familiar, sua mente se voltando contra ela, dando as costas para o mundo porque não queria ser vista."

"O salão se encheu de de barulho, mas eu não ouvia nada, porque o mundo tinha ficado silencioso quando ele me tocou, e nada mais importava".

"Ela tomou um gole do café. O gosto estava melhor do que o usual. Como se ela tivesse esquecido que as coisas podiam ter um gosto bom. Como se o mundo real a estivesse chamando do outro lado do café ".

 "E então os lábios dele estavam sobre os meus, e o universo se transformou em um calor claro e perfeito. Eu não tinha sido nada até aquele momento, e um dia voltaria a ser nada. Mas ali, naquele instante, minha vida era real. Com a boca colada aos lindos lábios dele".

"Essa era a essência da depressão. Se nada tinha significado, não havia escolhas. Quando se permitia cair nas profundezas do cansaço, mergulhava-se fundo na ausência de possibilidades. Ser como se fosse um pedaço de carne atado a este planeta por nenhuma razão. Não passava de fantasia o sonho nebuloso de um futuro no qual pudesse passar o tempo todo fazendo algo que amava, em vez de cumprir deveres por obrigação ".

"Podia ouvir o céu noturno dizendo que ela não era pequena, que era do tamanho do universo. Talvez o próprio universo fosse um sinal. E estivesse tentando dizer que ela também era".

"Surgem alguns problemas quando você se torna uma pessoa que precisa de outras pessoas. Ainda mais se você investiu a maior parte da sua identidade em estar sempre sozinho. Não era exatamente uma boa maneira de viver, mas eu era autossuficiente na minha solidão. Agora, carregava para onde fosse a inquietude permanente de uma emoção, alimentando-a como uma espécie de bicho de estimação desesperado ".

"Doía tanto que tinha vontade de machucar a si mesma para fazer parar. Pelo menos quando via o próprio sangue podia dizer: 'Aí está. Aí está a prova.' A prova de que ela ainda existia ".

Adquira esse livro na Amazon: https://amzn.to/3ayF7Eq.



Share
Tweet
Pin
Share
No comentários


Às vezes você lê um livro e simplesmente parece que alguém colocou seus sentimentos abstratos e confusos em palavras claras, ao menos para sua mente conturbada... Essa foi a impressão que a obra "Mais do que isso" de Patrick Ness me passou. 

Quando um garoto pensa que o fim da vida marcada por traumas, culpa, preconceito, humilhação, solidão e bullying será afogada pelo frio das salgadas ondas do mar, acaba se deparando com uma realidade absurda e mais desafiante que a anterior. Onde irá descobrir que suas crenças, na verdade não eram reais.

 Ã‰ uma daquelas histórias em que todas as hipóteses formuladas pela mente apaixonada de leitor são constantemente desconstruídas. E essa é a parte legal: as coisas não precisam fazer sentido o tempo todo, se te fizerem continuar seguindo em frente já é o bastante.

 "Você nunca sentiu que deve haver mais? Como se houvesse mais em algum lugar distante, pouco além do seu alcance, se ao menos você pudesse chegar lá?" 
"O desconhecido é purificador e cinza. Ele está ligeiramente consciente, nem dormente nem acordado, como se desconectado de tudo, incapaz de se mexer ou de pensar ou de receber informação, apenas capaz de existir."
"Onde quer que esteja, está tudo bem. Você consegue voltar de lá. O que quer que aconteceu lá, o que quer que o mundo pareça agora, não é assim que sempre parece. Não é assim que sempre vai parecer. Há mais. Há sempre mais.O que quer que veja, onde quer que esteja, nós ainda estamos aqui com você."
"Por que aí você não teria que fazer nada por si mesmo. Se a culpa é sua, então isso esclarece tudo. Você fez essa coisa horrível e isso é fácil. Nunca tem que se arriscar a ser feliz."  
Adquira esse livro na Amazon: https://amzn.to/2KqKfjp.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários


Como falei no post anterior, lido diariamente com um transtorno mental. Sendo ávida por livros e maravilhada pela psicologia, gosto de me aventurar em histórias cujos personagens possuem distúrbios ligados a mente. Muitas vezes a sensação é de acolhimento, por isso trago hoje indicações literárias para curiosos e portadores.


1. A solidão dos números primos

                     


Sinopse: Dois acidentes dão a partida à cadência da trama: Alice é uma menina que fora forçada pelo pai a ser uma brilhante atleta. Em um dia de treino, sofre uma queda que a deixará marcada para sempre. Mattia é um pequeno gênio da matemática. A caminho de uma festinha de aniversário, deixa a irmã gêmea, da qual se envergonha, sozinha num banco de praça e nunca mais a vê. Marcados por suas histórias e um sentimento permanente de inadequação, Alice e Mattia se conhecem na escola e, desde então, ficam cada dia mais unidos. A fixação por belas imagens faz com que Alice torne-se fotógrafa. Mattia tem uma maneira particular de ver o mundo, sempre por teoremas matemáticos – e não por acaso torna-se um brilhante cientista. E é assim, através do olhar aguçado de Alice e das hipóteses lógicas de Mattia, que Giordano conduz a narrativa densa e sensível de seu premiado romance de estreia. Segundo o autor, os protagonistas “são típicos representantes de uma burguesia abastada, que dá conforto aos filhos, mas os deixa sozinhos”. É de maneira cortante que Giordano dá conta desta solidão – como ao descrever o pai que não se dá ao trabalho de tirar o cinto de segurança para dar um beijo no filho, ao deixá-lo na escola. Ou a família que não percebe a anorexia da filha, disfarçada por uma barreira de copos diante de um prato de refeição intocado.

Observação: Esse livro é pesado, no sentido em que aborda de forma real a anorexia e autolesão não suicida, então tome cuidado, apesar dessa obra ser ótima pode atuar como um gatilho para quem sofre com esses distúrbios.

2. O lado bom da vida

                                  



Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez. 

Observação: Ambos personagens principais foram diagnosticados com depressão.
(Adquira esse livro na Amazon: https://amzn.to/2S25qMQ)

3. Razões para continuar vivo

                                            



Sinopse: “Quando eu tinha 24 anos, eu quase me matei. Na época, eu morava em Ibiza, Espanha, na parte tranquila da ilha. Minha casa era bem perto de um penhasco. Em meio à neblina da depressão, caminhei até a beirada do precipício e olhei para o mar, para a costa acidentada de pedra calcária, pontuada por praias desertas. Era a paisagem mais linda que eu já tinha visto, mas na hora aquilo não tinha importância. Eu estava muito ocupado tentando reunir a coragem que eu precisava para me jogar dali. Não me joguei. Em vez disso, recuei e vomitei tudo que estava sentindo.Mais três anos de depressão se seguiram. Pânico, desespero, batalhas diárias.Mas eu sobrevivi. Naquela época, eu tinha certeza de que não conseguiria passar dos 30. A morte ou a loucura total pareciam mais realistas. Já passei dos 40. Hoje vivo cercado por pessoas que amo, fazendo um trabalho que nunca imaginei que faria e passo meus dias escrevendo.Fiquei muito feliz por não ter me matado, mas continuei me perguntando se havia alguma coisa para dizer às pessoas que estão passando por esses tempos sombrios. Essa é minha tentativa.”

Observação: Trata-se da autobiografia de um homem com depressão.
Adquira esse livro na Amazon: https://amzn.to/2VArd0p.

4. As vantagens de ser invisível



Sinopse: Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.

Observação: Charlie é um adolescente que sofre com depressão.
Adquira esse livro pela Amazon: https://amzn.to/3bzZPFl.


5. A diferença invisível



Sinopse: Marguerite tem 27 anos, e aparentemente nada a diferencia das outras pessoas. É bonita, vivaz e inteligente. Trabalha numa grande empresa e vive com o namorado. No entanto, ela é diferente. Marguerite se sente deslocada e luta todos os dias para manter as aparências. Seus movimentos são repetitivos e seu universo precisa ser um casulo. Ela se sente assolada pelos ruídos e pelo falatório incessante dos colegas. Cansada dessa situação, ela irá ao encontro de si mesma e descobrirá que é autista – tem a Síndrome de Asperger. Sua vida a partir daí se transformará profundamente.

Observação: é uma HQ autobiográfica.
Adquira esse livro pela Amazon: https://amzn.to/2zra28P.


6. Cérebro autista



Sinopse: Ao mesclar novas e surpreendentes descobertas com a sua própria experiência como autista, Temple Grandin evidencia os avanços científicos neste campo, compartilha conosco suas ressonâncias cerebrais para mostrar quais anomalias podem explicar os sintomas mais simples e, de forma animadora, argumenta que a educação de crianças autistas não deve centrar-se apenas em suas fraquezas, o que multiplica as formas de aproveitar suas contribuições únicas. Dos “Aspies” do Vale do Silício até uma criança não verbal, Grandin compreende o real significado da palavra “espectro”, o que faz deste livro uma leitura essencial sobre o assunto.

Observação: Esse é um livro mais técnico e não ficcional sobre o espectro do autismo.
Adquira esse livro na Amazon: https://amzn.to/3cLk4QG.

Comprando pelos links você ajuda muito o blog ♡.

PS.:  As sinopses possuem como referência o site https://www.saraiva.com.br .

 

Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Older Posts

SOBRE MIM

SOBRE MIM
Sou uma pessoa tentando ser útil para a sociedade de modo a transformá-la. Vitória, 23 anos, bacharel em Gestão Ambiental pela USP, vegetariana, gym rat, calistênica iniciante e grande apreciadora da matemática, ciência, cérebro, animais, meio ambiente, livros e psicologia. Definitivamente diferente.

Follow Us

  • Meu canal
  • facebook
  • twitter
  • google
  • pinterest
  • Instagram

Postagens mais visitadas

  • Livro "Sobre a brevidade da vida" (frases e reflexões)
    No início do ano encontrei o Estoicismo, uma filosofia que me fascinou muito e despertou o desejo de adotá-la para minha vida. Foi ne...
  • Por que devemos acreditar nas mudanças climáticas?
    É fato que as mudanças climáticas são uma realidade já presente no nosso dia a dia, a questão não é mais como evitar sua ocorrência, ma...

DESTAQUE

Por que devemos acreditar nas mudanças climáticas?

É fato que as mudanças climáticas são uma realidade já presente no nosso dia a dia, a questão não é mais como evitar sua ocorrência, ma...

Posts recentes

Arquivos do blog

  • ▼  2022 (1)
    • ▼  janeiro (1)
      • Mudanças climáticas: vulnerabilidade socioambienta...
  • ►  2021 (4)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  maio (1)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (1)
  • ►  2020 (11)
    • ►  novembro (1)
    • ►  outubro (1)
    • ►  setembro (1)
    • ►  maio (2)
    • ►  abril (3)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (2)
  • ►  2019 (10)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  novembro (1)
    • ►  outubro (1)
    • ►  setembro (1)
    • ►  julho (1)
    • ►  junho (1)
    • ►  maio (1)
    • ►  fevereiro (2)
    • ►  janeiro (1)
  • ►  2018 (2)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  abril (1)

Seguidores

Categorias

Contos Depressão Diagnóstico ENEM Estoicismo Estudo Filosofia Livros Matemática Meio ambiente Meu curso (GA) olimpíadas Profissão Quarentena Reflexão Resenha Saúde mental TOC USP Viagem

Translate

__________
"Coragem é quando você sabe que está derrotado antes mesmo de começar, mas começa assim mesmo, e vai até o fim, apesar de tudo."
__________
Harper Lee

Created with by ThemeXpose