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Vitória Diniz. Tecnologia do Blogger.

O infinito e a vida



Vive-se no cenário atual uma emergente crise climática, cujo ônus não é dividido de forma democrática. A população pobre encontra-se em estado de vulnerabilidade sujeita a maiores riscos e incertezas. Nesse sentido, é necessário se pensar no espaço urbano como elemento por onde se mediam e são consumadas essas desigualdades, para que desta forma, medidas adaptativas sejam tomadas com o foco em reduzir as vulnerabilidades as quais estão expostos os indivíduos menos abastados. Assim, para alcançar tal objetivo, torna-se necessária a atenção dos governos locais quanto a problemática das mudanças climáticas.

A ocorrência de eventos climáticos extremos cada vez mais comuns, chamam a atenção para a importância de reestruturar não só o sistema de consumo que degrada, explora e reduz os recursos naturais, mas também como as populações administram e estruturam os seus espaços. Seguindo esse raciocínio, Lemos no artigo "Planejamento urbano para enfrentamento de riscos ambientais, redução de vulnerabilidade socio-climáticas e adaptação de cidades", afirma que os elementos que compõem a sociedade contemporânea, juntamente com a crise socioambiental exigem a reformulação do planejamento e projeto urbano, definindo e dando atenção as prioridades: populações mais vulneráveis. Aqui, cabe a importância de se definir a palavra vulnerabilidade, a qual se refere a capacidade de resiliência de populações e sistemas em frente a perturbações e crises, ou seja, pessoas vulneráveis são aquelas que convivem com a insegurança de não terem recursos adaptativos que proporcionem a plena recuperação diante de tais choques, de acordo com a obra "Uma revisão crítica sobre cidades e mudança climática: vinho velho em garrafa nova ou um novo paradigma de ação para a governança local?" de Martins. São justamente os indivíduos com menores condições financeiras que estão mais vulneráveis as consequências da crise climática por morarem e circularem em ambientes insalubres, muitas vezes por não terem outra opção.

Ademais, ao se falar de medidas adaptativas no espaço urbano, é imprescindível mencionar e relacionar o papel dos governos locais na gestão eficiente da infraestrutura e dos serviços públicos de bem-estar. Em relação a isso, Martins (na obra citada acima) ressalta o poder desses agentes públicos em mitigar desde a emissão de gases do efeito estufa (GEE) até a vulnerabilidade da sua população. O autor continua seu pensamento chamando a atenção a necessidade de sensibilidade governamental aos cidadãos que vivem sob maior risco (abrangendo não apenas os que moram em locais com risco ambiental, mas também os que se encontram em situação de rua, pois a vulnerabilidade urbana brasileira possui vários contornos). Assim, governos locais por estarem mais próximos de onde ocorrem e ocorrerão os impactos das mudanças climáticas são de extrema importância na implementação de políticas relativas a essa questão que visem a adaptação e mitigação.

Destarte, uma abordagem multidisciplinar focada na redução das vulnerabilidades com o apoio dos governos locais e vários outros atores (como a própria população) são fundamentais para criação de políticas públicas que proporcionem resiliência frente as crises e riscos que acompanham as mudanças climáticas. Quiçá, a infraestrutura urbana e consequentemente a sociedade, irá adquirir maior resistência quanto ao enfrentamento das crises, riscos e vulnerabilidades que assolam e limitam países como o Brasil.
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Glossário (dicionário) de termos: 
Destarte: assim, desta forma.
Ademais: além disso.
Abastados: ricos.
Mitigação: aliviar, reduzir, diminuir.
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No início do ano falei sobre uma inquietação que é mais comum do que eu imaginava: o medo de ter escolhido o curso errado. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), cerca de 56% dos estudantes abandonam ou trocam de graduação, um valor bem alto.

Há alguns meses escrevi um post aqui no blog sobre a possibilidade de ter escolhido a graduação errada. Desbravando a fundo essa questão, com ajuda da psicoterapia e da minha infinita curiosidade por conhecimento, percebi que escolher um único caminho não seria a opção que me deixaria mais tranquila e "feliz".

O fato é que eu gosto e tenho habilidades em muitas áreas diferentes e quero trabalhar com a maior parte possível delas. Ao mesmo tempo que amo a matemática e tenho interesse em programação, sou apaixonada pela escrita (seja ficcional, jornalística, de artigos ou divulgação científica) e toda a cadeia de produção que a envolve, além do meu desejo de atuar na área ambiental, do prazer em criar desenhos que expressem meus sentimentos e o gosto pelo conhecimento tanto filosófico quanto psíquico. E está tudo bem ser assim. 

Diante disso, surge a necessidade de falarmos sobre a multipotencialidade, a qual basicamente é uma característica de pessoas com muitas habilidades e interesse em diferentes áreas. Ou seja, um curso nunca irá satisfazer esse indivíduo e sempre existirá a sensação de que poderia estar desenvolvendo outra habilidade (além de estar traindo as demais, rs). Foi exatamente o que ocorreu comigo, não adiantava trocar de graduação, a angústia continuaria ali presente, então notei: se estou em um dos meus campos de interesse e gosto dele, o mais sensato seria continuar minha formação mas trabalhar e ficar continuamente em contato com todas as outras, assim eu me sentiria melhor. Foi exatamente o que aconteceu.

A seguir, para embasar mais a discussão, apresento um vídeo do TED sobre multipotencialidade (aqui uma versão com legenda em português), que pode lhe fazer refletir ou ter maior consciência sobre o tópico:


Muitas vezes esse é o caso, contudo, isso não anula a desistência por falta de identificação com a carreira escolhida ou as matérias que a compõem, algo totalmente válido. Não é o fim do mundo trocar de graduação, mas tal atitude não pode ser impulsiva, pois as chances de se frustrar novamente serão altas.

Existe outro ponto cuja reflexão é pertinente: a insatisfação com o que está estudando é legítima ou vem de algo bem maior (como um momento difícil na vida)? Um exemplo bem simples é a minha situação, pois conversando com meu psicólogo notei que esse descontentamento não dizia respeito somente aos meus estudos, mas sim a vida no geral. Naquele momento eu estava enfrentando um episódio depressivo como pode ser concluído pela leitura de "Qual é realmente o problema?", precisava que algo desesperadamente me salvasse, daí veio o pensamento errôneo, hoje afirmo com total certeza, de não ter escolhido o melhor caminho. A graduação de Gestão Ambiental é uma das melhores coisas na minha vida. 

Mais do que nunca, entendo como essa dúvida é dolorosa, afinal é uma vida bem sucedida (fazendo algo por "amor") que está em jogo, aqui o erro não é permitido pois irá definir todo o nosso futuro, imaginamos. Todavia, isso está totalmente incorreto. Repito, por fim, a frase do filme "Mr. Nobody": "todo caminho é o caminho certo, tudo poderia ter sido outra coisa e teria o mesmo tanto de significado". 

Até as árvores evidenciam os caminhos. Qual você escolheria?
Até as árvores evidenciam os caminhos... Qual você escolheria?


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O Programa de Estímulo ao Ensino de Graduação (PEEG) diz respeito a uma bolsa no valor de 400 reais durante um semestre. É uma espécie de iniciação a docência em que, nesse período, o aluno desenvolve atividades com o intuito de auxiliar o docente orientador em tal disciplina, além de oferecer um suporte aos demais alunos a fim de facilitar o processo de aprendizagem. Em outras palavras, desempenha a função de monitor.

Para concorrer a bolsa, o candidato deve ter cursado anteriormente a disciplina, sendo aprovado nela com um ótimo desempenho. É necessário ter a disponibilidade de dedicação por 10 horas semanais. Ademais, a escolha do bolsista é baseada em dois fatores: a nota do graduando nessa matéria e a carta motivacional que precisa ser enviada. Em relação ao primeiro aspecto, a chance de aprovação é diretamente proporcional a performance, ou seja, quanto maior for o valor, melhores serão as chances de ser selecionado. O segundo critério, por outro lado, é mais subjetivo e pode-se explorar suas motivações, esperanças, desejos e objetivos em realizar tal atividade. 

Ao final do projeto, é necessário que o bolsista escreva um relatório sobre as atividades desempenhadas e como ocorreu todo processo. Ele é bem simples e o aluno deve se atentar em ser conciso, colocar em prática a habilidade de selecionar as informações mais importantes. 

Minha experiência:

Fui bolsista PEEG durante o primeiro semestre de 2020. Candidatei-me, no início do ano, para o processo seletivo da disciplina "Matemática para análise ambiental", a qual é basicamente cálculo I aplicado a área ambiental. Minha atividade como monitora ocorreu justamente nesse cenário caótico de pandemia, então toda a interação ficou limitada ao ambiente virtual. Assim, em relação a minha contribuição aos discentes, trabalhei com a indicação e disponibilização de materiais extras (como livros, vídeos, questões relacionadas resolvidas e aplicação no cotidiano dos conteúdos matemáticos teóricos), resolução das listas de exercícios, além de tirar dúvidas por e-mail e por reuniões no google meet. Meu suporte a professora da disciplina consistiu na resolução de listas, elaboração de planilhas-resumos sobre as notas e cálculo geral de desempenho individual.

Um fator muito importante nesse processo é a ligação com o orientador. No meu caso, a docente sempre se mostrou aberta a comunicação, sanação de dúvidas, orientando-me de forma acolhedora, o que tornou a dinâmica muito prazerosa de modo a participação na bolsa PEEG ter sido um dos principais fatores de sustentação e incentivo ao meu bem-estar emocional. Posso dizer com toda certeza que foi a melhor coisa que fiz no primeiro semestre deste ano.

Algumas informações:
Período de participação na bolsa: primeiro semestre de 2020 (a partir de março)
Valor total da bolsa: R$ 1200,00.
Minha nota na disciplina: 10.




Fonte: Pró-Reitoria de Graduação da USP - PRG USP. Disponível em:
  https://twitter.com/PRGUSP/status/1285650753034391552




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Entre o acervo de filmes disponíveis na 9º mostra da Ecofalante, um em especial chamou a minha atenção: “O custo do vício digital”. Geralmente o Vale do Silício é tratado pela mídia como um exemplo de desenvolvimento tecnológico, contudo o documentário mostrou o lado obscuro. Os componentes da fabricação de computadores no final do século XX causou uma série de contaminações existentes até hoje: em um bairro residencial próximo, todos os moradores tiveram câncer devido a contaminação do solo e do lençol freático. Nos trabalhadores dessas empresas as consequências não foram diferentes, uma moça que engravidou durante o período do trabalho, cuja função consistia em manipular substâncias radioativas sem saber (porque a empresa não explicava a procedência do material) relata os problemas de desenvolvimento que seu filho teve (nasceu com uma série de deficiências, inclusive mental). A ironia é que com a expansão desses casos e a dinâmica do capitalismo, as grandes empresas de tecnologia, como a apple, espalharam em países menos desenvolvidos a matriz de produção. Isso me fez lembrar do documentário “Ken Saro-Wiwa, presente!”, pois em ambos degradar, poluir e explorar o território do outro (por ser menos abastado) é legítimo e aceitável, enquanto que o deles deve ser poupado e protegido por uma legislação mais rígida.

Além disso, a China é mostrada como uma das maiores indústrias produtoras de eletrônicos. Os benefícios disso, todavia, se concentram apenas nos ganhos financeiros dos patrões e governantes, enquanto que os empregados são obrigados a aguentar péssimas condições de trabalho com jornadas exaustivas, recebendo um pequeno salário. Tais condições são refletidas nas altas taxas de suicídio, consumado dentro até da própria empresa. Por fim, há o total despejo de poluentes químicos nos rios e o descarte incorreto de materiais radioativos que colocam em risco a vida de milhares de famílias pobres de catadores, as quais vivem em meio a todos esses resíduos. 

O que mais me choca nisso tudo é a total alienação de muitos consumidores que sem o menor interesse na perversidade ambiental e social da cadeia produtiva de equipamentos tecnológicos, consomem exageradamente e trocam seus aparelhos em curtos períodos de tempo, sem nem tentar prolongar a vida útil deles. Seriam essas pessoas tão culpadas quanto os empresários que permitem a poluição? E você? Não acha que está na hora de repensar o seu consumo?

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É fato que as mudanças climáticas são uma realidade já presente no nosso dia a dia, a questão não é mais como evitar sua ocorrência, mas sim maneiras de lidar melhor com suas consequências de modo a minimizar os impactos. Ou seja, não é um evento que pode acontecer, ele já ocorre. Contudo, algo muito recorrente, na atualidade, é a postura que nega a relação do envolvimento humano como agravador da questão climática. Por esse motivo, é fundamental o contínuo debate e divulgação científica nessa área.

OS OCEANOS

Antes de apontar ou derrubar argumentos e evidências, é necessário entender o papel dos oceanos em meio a tudo isso. Eles exercem uma importante função de regulação do clima global, redistribuindo a energia que chega em excesso na região tropical e levando-a até as regiões polares onde há um déficit. Nas palavras de Ilana Wainer (professora no Departamento de Oceanografia Física do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo) é "como um ar condicionado do planeta", no que se refere a circulação de calor.

Com o derretimento das geleiras (consequência direta da alteração no clima, principalmente por elevação da temperatura) o oceano acaba sendo menos eficiente na redistribuição de calor, assim os mecanismos de circulação de água e transferência de energia térmica entre os hemisférios poderão sofrer muito com as mudanças climáticas.

TEMPERATURA

O efeito estufa é o principal mecanismo responsável pela manutenção do aquecimento do planeta. Todo esse processo funciona basicamente da seguinte forma: A atmosfera terrestre possui e é composta por vários gases (um conjunto de partículas microscópicas que se movimentam constantemente). Cuja função, de forma simplificada, é permitir a passagem de radiação solar e absorver a radiação infravermelha térmica (popularmente conhecida como calor) emitida pela Terra. Assim, o efeito estufa mantém a temperatura do planeta em cerca de 15 ºC, de modo a garantir condições adequadas para existência de vida. Pois sem ele a temperatura da Terra seria -18 ºC.

O problema é que com o aumento da emissão de gases do efeito estufa (GEE), em consequência da atividade humana, todo esse processo é intensificado. Seguindo o raciocínio físico abordado pelo site de meteorologia do IAG USP: "quanto maior for a concentração de gases, maior será o aprisionamento do calor, e consequentemente mais alta a temperatura média do globo terrestre".

Tal pensamento pode ser comprovado analisando o aumento cada vez maior de dióxido de carbono em média global sobre os locais de superfície marinha:
Recente média mensal global de CO2. Onde o valor mais recente (fevereiro de 2020) registra 413,22 ppm.
Fonte: https://www.esrl.noaa.gov/gmd/ccgg/trends/global.html.
Como visto acima, 413,22 ppm é a quantidade de CO2 registrada em fevereiro, enquanto que em 1980, esse valor era de pouco mais de 340 ppm, ou seja, em menos de um século chegamos a registrar quase 80 ppm a mais.
Média mensal global de CO2  registrada entre 1980 e 2020.
Fonte: https://www.esrl.noaa.gov/gmd/ccgg/trends/global.html.



EVIDÊNCIAS

Segundo o portal do clima da NASA as principais evidências (muitas das quais podem ser confirmadas no artigo feito pela BBC) que comprovam as mudanças climáticas são:

  • Aumento da temperatura global;
  • Oceanos em aquecimento, ;
  • Encolhimento das folhas de gelo;
  • Geleiras estão recuando;
  • Diminuição da cobertura de neve;
  • Elevação do nível do mar;
  • Gelo do mar Ártico em declínio;
  • Eventos recordes de alta temperatura;
  • Acidificação do oceano;
DERRUBANDO O NEGACIONISMO CLIMÁTICO

Um "argumento" que o movimento negacionista aponta é a ocorrência, no contexto paleoclimático passado, de mudanças no nível do mar e clima da Terra, o que para eles legitima como normal o que está ocorrendo. Contudo, há muitas falhas nesse pensamento.

Sim, é um fato a variação vertical no nível do mar nas eras geológicas passadas, muitas das quais com um aumento anual superior ao atual. Mas, ao contrário delas não passamos por um período de deglaciação (onde condições naturais garantiriam essa mudança) e sim por uma maciça emissão de gases do efeito estufa. Mais do que isso, hoje a taxa de aumento do nível do mar cresce com uma grande rapidez e tal velocidade interfere na nossa capacidade de adaptação.

Segundo Carlos Alfredo Joly (biólogo pela USP e PhD em Ecofisiologia Vegetal pela University of Saint Andrews, na Escócia), "no passado geológico o aquecimento e o resfriamento do planeta se deram de forma gradativa no decorrer de milhares de anos, dando tempo para que ao longo de centenas de gerações de plantas e animais os mecanismos do processo evolutivo atuassem. Isto contudo, foi alterado pelo homem, a referência agora são décadas, e há uma discrepância entre a velocidade das mudanças climáticas e a do processo evolutivo".

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

Observar o cenário atual com um olhar crítico — valorizando o conhecimento científico e com a consciência de que os seres humanos e a natureza são uma unidade e, por conseguinte não podem (nem devem) ser fragmentados — é uma característica necessária para superar as "trevas" que ofuscam causas de extrema importância e levam uma parcela da população a negar coisas já comprovadas cientificamente, como é o caso das mudanças climáticas.

Um canal que gosto muito, o Antídoto, contextualizou bem essa questão em um vídeo:



REFÊNCIAS

Artigos científicos:
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-45222019000200018&script=sci_arttext&tlng=pt
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-753X2007000100012&script=sci_arttext&tlng=pt

Artigos de blogs científicos:
http://www.observatoriodoclima.eco.br/patifaria-dos-negacionistas-climaticos/
http://oquevocefariasesoubesse.blogspot.com/
https://climate.nasa.gov/evidence/
https://www.climate.gov/news-features/blogs/beyond-data/2010-2019-landmark-decade-us-billion-dollar-weather-and-climate
https://www.iag.usp.br/siae97/meteo/met_estu.htm
https://www.esrl.noaa.gov/gmd/ccgg/trends/global.html

Artigos jornalísticos:
https://www.bbc.com/portuguese/geral-46424720

Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=qL26MqN8ce8&t=23s
https://www.youtube.com/watch?v=EvXBKCIhkx4
https://www.youtube.com/watch?v=bZoJhnS35VI

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O crescimento populacional desordenado gerou vários problemas não apenas no campo ambiental, mas também, no funcionamento da sociedade em si. Nesse sentido, alguns indivíduos foram e ainda são forçados a viver, trabalhar e consumir em condições ambientais insalubres. Desse modo, há um consenso social responsável por destituir da condição de cidadão uma parcela da população brasileira (menos abastada), e fundamentar os impactos socioambientais em toda a sua cadeia de exploração.

A princípio, um pensamento etnocêntrico coloca em lados opostos tanto pessoas como regiões com menores e maiores condições financeiras, sobre as quais tal realidade legitima o abuso dos recursos naturais. Por conseguinte, o diferente é visto como o outro, um ser inferior e sem direitos, de modo a permitir apropriação do espaço que ocupa e a degradação desse meio, pregado pelos detentores de maior poder, como de ninguém (SANTOS, 2007). Assim, uma linha abissal separa os países, bairros e estados subdesenvolvidos (geralmente com legislação mais flexível), nos quais o despejo de resíduos e a contaminação (seja do solo, água ou ar), por ocorrer em área marginalizada, são aceitáveis.   

 Outrossim, distorções baseadas nas diferenças contribuem para que a cidadania do homem passe a ser incompleta. Essa situação é exemplificada pelo documentário “Ken Saro-Wiwa, Presente!”, que narra o conflito da instalação de uma empresa petrolífera na Nigéria. Em consequência dessa atividade e das inexistentes medidas de reparação ambiental, a população local passa a sofrer com a perda de sua biodiversidade (fonte de renda para os moradores), doenças, contaminação da água e ameaças do poder público.

Além disso, fragmentar o estudo desse problema entre social e natural, como se humanidade e natureza fossem campos contrários, sem ligação, limita a análise das implicações fortalecidas pela desigualdade. Porquanto, não é possível pensar o contexto da atual crise ambiental sem o entendimento de que o crescimento da pobreza e a degradação dos recursos (bióticos e abióticos) estão intimamente interligados (LAURENT, 2009). Portanto, com muita frequência a situação de carência das necessidades humanas está associada ou é causada pela degradação ambiental. 

Diante desse panorama, é possível notar a importância da aplicação e elaboração de políticas públicas voltadas para diminuição da desigualdade e estereótipo colonial associado à inferioridade de povos, a fim de também retardar a degradação da biodiversidade. Fortalecer as camadas financeiramente fragilizadas é uma forma de lutar contra a injustiça social e em prol de condições que permitam o desenvolvimento das atuais e futuras gerações. Dessa forma, pensar em um desenvolvimento sustentável e limitação de impactos socioambientais, torna-se mais palpável de ser alcançado, quando o meio ambiente e a erradicação das desigualdades são tratados como pontos de igual relevância para toda a sociedade.   


REFERÊNCIAS
LAURENT, Catherine. Desigualdades sociais, pobreza e desenvolvimento sustentável: Novas questões relacionadas aos modelos de conhecimento que fundamentam a ação política. Política e sociedade nº 14, abr. 2009. Pág. 145-177.
SANTOS, Boaventura Souza. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. Revista Crítica de Ciências Sociais, ed. 78. 2007. Pág. 3-46. 
























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Passada a empolgação inicial de ter ingressado na melhor universidade pública da América Latina, a USP, flagrei-me constantemente pensando "é isso mesmo que quero?". Aos poucos fui descobrindo que a atuação literalmente faz jus ao termo gestão (primeira palavra que compõe o nome do curso), o qual tem enfoque totalmente administrativo e burocrático acerca dos recursos naturais. Em outras palavras, guia planejamentos, avaliações, intervenções e manejos de áreas ambientais já degradadas, geralmente no conforto de um escritório. Constatei tudo isso a partir de palestras e conversas com egressos atuantes na área (realizadas no ano passado).

 Quando escolhi o curso tinha consciência desse lado administrativo, mas sinceramente eu estava um pouco perdida e desiludida, queria que esse chamado ambiental salvasse a minha vida e fornecesse uma razão para viver. Um pouco ingênuo, eu sei, mas como o gato do filme da Alice diz "quando você não sabe o que quer, qualquer caminho serve" e ainda tinha a possibilidade de estudar na minha tão sonhada USP...

Sinto falta da matemática e dói saber que talvez não tenha optado seguir nessa área por insegurança, medo de não ser boa o suficiente. Isso porque mesmo apesar das minhas excelentes notas escolares, paixão e curiosidade pela disciplina, nunca fui premiada na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), o que para minha mente ansiosa e depressiva era motivo suficiente para me tornar incapaz de ter êxito. O meu perfeccionismo e a alienação da percepção de que por sermos humanos o erro é comum e aceitável, impediu-me de seguir os estudos nesse campo.

Entrei na graduação carregando a frustração de não ter tido coragem para escolher o que realmente queria, tentei o tempo todo me convencer de estar seguindo o caminho mais correto, afinal estava lutando por uma causa nobre e do meu interesse: o meio ambiente, a qual me curaria da depressão proporcionando o sentimento de utilidade e o desejo de continuar viva. Não poderia estar mais errada! Pode não ter sido apenas o fator universidade, mas também a somatização da minha adaptação a São Paulo (cidade que mantenho uma relação de amor e ódio), responsáveis pela piora do meu quadro clínico, porém, sem dúvidas a insatisfação pessoal com minhas decisões teve um grande peso.

Deveria ter notado o problema quando foi divulgado o resultado do ENEM: não fiquei feliz, senti-me indiferente. O que é estranho, mesmo tendo sofrido uma crise depressiva após a realização da prova por antecipação catastrófica do meu resultado. Todavia, o que eu poderia fazer nesse momento? A seleção já tinha ocorrido e me esforcei tanto para entrar na USP, minha nota já havia sido usada e foi tão legal compartilhar meu "sucesso", receber os parabéns no facebook.

E agora? Você pode dizer: é simples, só mudar para algum curso da área matemática! Talvez até possa ser, contudo, não é assim que vejo. Ainda carrego as marcas do meu fracasso na OBMEP, tenho muita insegurança. Principalmente porque a matemática do ensino superior é diferente daquela a qual estamos acostumados, vem o medo de não gostar do que irei encontrar, de errar novamente a escolha. Nesse momento penso que se eu não tentar nunca irei saber. Entretanto existe outro fator também: dependo dos auxílios oferecidos pela universidade, e o financeiro só é ofertado para alunos do meu campus, então se eu trocar de curso vou perdê-lo.

 Enquanto não decido sigo onde estou. E essa posição não é de todo ruim, sabe? Tenho um certo apego pelo que alcancei, contraditoriamente é de certa forma confortável. Eu gosto das viagens de campo, de fazer algo pelo meio ambiente, das experiências vividas e o autoconhecimento adquirido no caminho, das amizades que fiz, da independência que a universidade me proporciona, uma grande parte das matérias são interessantes e o ambiente já é familiar. Seriam esses fatores motivos suficientes para permanecer no curso? Eu não sei. Enquanto não decido nada o tempo vai passando e tudo fica mais e mais difícil, não escolher também é uma escolha. 

Além de tudo isso, existe a pressão para fazer a escolha "certa" que me levará a uma vida bem sucedida e a justificativa é a da vida ser única, só há uma chance. Nesse momento me lembro do filme "Mr. Nobody". Uma de suas citações contradizem totalmente essa ideia, segundo a qual "todo caminho é o caminho certo, tudo poderia ter sido outra coisa e teria o mesmo tanto de significado".

É, portanto, um momento difícil, uma questão inquietante. Irei aproveitar a quarentena, já que vivemos uma pandemia de COVID-19 e estou na Bahia devido ao cancelamento das aulas presenciais (o que também não ajuda muito, pois me deixa mais ansiosa e ainda tenho que me adaptar ao modelo improvisado de aula EAD da USP), para pensar um pouco mais sobre isso. Talvez um dia chegue a alguma conclusão.

Retratação: https://oinfinitoeavida.blogspot.com/2020/11/e-se-nao-existir-um-curso-certo.html
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No dia 30 de outubro ocorreu a visita de campo ao Parque das Neblinas. Localizado em Mogi das Cruzes e Bertioga, ele constitui uma reserva ambiental da Suzano Papel e Celulose (antes, uma área destinada para produção de eucalipto). Atualmente, abriga mais de 1250 espécies da fauna e flora do bioma Mata Atlântica.

Entre as atividades oferecidas (camping, canoagem, bike e trilha) foi realizada uma trilha. A qual passou pela represa, destacando o olho d’água, forma antiga de separar o material sólido (sedimentos, assentados no meio da estrutura, passíveis de retirada para limpeza) da água. A cachoeira, onde um susto marcou a presença de uma jararaquinha, momento também de aprendizagem, em que a monitora do grupo informou um método para conferir se a cobra é venenosa: observar se acima das narinas dela há aberturas. Além do mirante com vista para a praia de Bertioga, as montanhas e Neblinas, de modo a fazer jus ao nome do ambiente “Parque das Neblinas”.



 Quando chegam ao local, os visitantes são apresentados a gastronomia com plantas nativas da Mata Atlântica. Nesse dia, o menu escolhido foi composto principalmente pelo suco de cambuci. Uma opção forte e nutritiva a qual proporcionou mais energia para iniciar a trilha e consciência sobre a riqueza de variedade alimentar pertencente ao bioma.

O momento de trilha, além de possibilitar o contato maior com a natureza e a compreensão de unidade entre o ser e os recursos naturais, como uma formação única e indistinguível, é uma somatória de conhecimentos tradicionais acerca da flora, fauna e relacionamento com o meio. Somente a observação da dinâmica natural transmite sabedoria e ensinamento sobre aspectos da vida. Como é o caso, por exemplo, da samambaia a qual passa a mensagem de que uma folha só desenrola após a outra ter concluído seu processo de desabrochar. Desse modo, na vida cada problema deve ser resolvido com calma, de cada vez e não tudo ao mesmo tempo.

Os participantes a todo momento são convidados para um banho de natureza. Como foi notado pelo chamado da guia para “sentir o sol”. A atividade é constituída em esticar as mãos, de olhos fechados, e permitir que a energia do sol entre no corpo, passe por todo o interior e libere pelos pés o peso e negatividade existentes. Mais que uma sensação, foi um instante de autoconhecimento e valorização do ato que é viver, apesar de todos os conflitos envolvidos nessa ação.




As áreas com menor presença de eucalipto (anteriormente uma das principais atividades econômicas desenvolvidas no terreno) indicam o maior desenvolvimento da flora, em que as plantas nativas conseguiram se apropriar com maior sucesso. Nesse sentido, foi destacada a importância do eucalipto em proporcionar as condições necessárias para o desenvolvimento das árvores da mata Atlântica nessa propriedade da Suzano Papel e Celulose. No que tange sombra, umidade, matéria orgânica; pois tal solo é pobre. Desse modo, assinando sua “sentença de morte” (os eucaliptos estão apodrecendo e estima-se que daqui a 100 anos, não existirão mais nesse espaço).

Outrossim, no percurso com mata mais fechada e terreno íngreme foi revelada uma triste ironia que uma espécie de samambaia, agora ameaçada e comércio ilegal, sofreu ao longo das últimas décadas. Ela quase foi extinta para servir de matéria prima na fabricação de vasos (comuns em várias casas) destinados a outras espécies de samambaias.

Ao concluir a trilha, banhar no rio, beber sua água mais que potável e escutar os sons dos elementos bióticos e abióticos na floresta, portanto, o indivíduo sai com o desejo de preservar e divulgar os conhecimentos adquiridos, ademais, todas as emoções vividas no Parque das Neblinas. Como uma ótima opção de ecoturismo, toda a dinâmica vivenciada no local passa a mensagem de conscientização e importância do contato com a rica e bela Mata Atlântica, além da valorização das coisas simples da vida.



Detalhes do trabalho de campo:
Data: 30/10/2019.
Disciplina: Recursos Naturais e Meio Ambiente.
Local: Parque das Neblinas.
Endereço: Rodovia Professor Francisco Ribeiro Nogueira, KM 85 - Zona Rural, Mogi das Cruzes - SP, 08765-000


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O documentário “Amazonas clandestino: o desmatamento” retrata a batalha pelos tesouros da Amazônia (“ouro verde” em referência a biodiversidade da flora dessa região) de diferentes ângulos. É uma crítica aos valores corrompidos do ser humano, responsáveis por perpetuar a exploração cada vez maior dos recursos naturais dessa floresta considerada o “pulmão” do mundo.

Entre as falhas da fiscalização expostas por esse meio audiovisual que facilitam o contrabando da madeira, destaca-se o restrito controle da procedência do material comercializado no Peru (principal destino para onde as árvores brasileiras preciosas, como o mogno, são vendidas ilegalmente). Ao cruzar a fronteira, pouco é exigido dos madeireiros sobre a legalidade do que fornecem a, principalmente, serrarias.

No Brasil, a agricultura, representante de 40% do desmatamento (conforme é informado), permite o empobrecimento do solo amazônico, cuja riqueza concentra-se na cobertura vegetal. Assim, o plantio torna-se inviável nessa região e, a pecuária, avaliada como melhor alternativa para os grandes fazendeiros, sentencia uma possível desertificação.

O perfil do extrator ilegal, normalmente pessoas pobres, sem formação acadêmica, com família grande e sem alternativa profissional, fundamenta a falta de opção dos indivíduos quanto a continuidade da prática desse crime. Entre os entrevistados desse ramo, a maioria aponta não ter escolha sobre essa situação, (“nada dói mais que a fome”, como afirma um documentado). Nesse sentido, mais que uma questão ambiental, o desmatamento é um problema social ligado às
desigualdades financeiras e de oportunidade.

Além disso, a situação de segurança dos ativistas dessa causa é discutida com grande ênfase. Dos ambientalistas assassinados no período de confecção do documentário 500 foram mortos na Amazônia brasileira, ou seja, mais de 50%. O país, dessa forma, não é seguro para os defensores da natureza, forçados a lutar contra a soberania dos ricos pecuários e comerciantes ilegais da flora nacional.

“Amazonas clandestino: o desmatamento”, portanto, problematiza o papel de cada indivíduo no ciclo exploratório, de modo a permitir um olhar mais completo e imparcial sobre todos os envolvidos nessa teia.
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Muitas áreas de vegetação nativa só existem devido a presença de terras indígenas. Pude vivenciar isso de perto e é incrível o contato com esses povos, a maneira como cuidam da floresta. De lá eles tiram o material que irá constituir sua casa de reza, alimentar os animais, compor seus instrumentos, formar o artesanato cuja renda contribui para manter tal cultura viva.

Desconstrua a imagem de ser selvagem e isolado que os livros de história, a literatura do romantismo e a mídia formaram, um reflexo estereotipado de uma geração que ainda carrega o preconceito colonial. Conheci, por exemplo, um guarani jovem e diretor da escola local, apaixonado pela filosofia com o sonho de distribuir esse conhecimento a sua tribo. Sim, eles podem frequentar a escola (especial), terem equipamentos tecnológicos, falarem português, usar calça, comprar comida e ainda assim serem considerados povos indígenas. Pois, mesmo que a cultura do "jurua" (não indígena) esteja presente no dia a dia deles, o conhecimento, rituais e todas as coisas que carregam devem ser preservadas. 

Nessa aldeia guarani o tempo passa de forma diferente. Somos convidados a viver o agora, sem hora marcada para nada. Mesmo dessa maneira tudo ocorre no tempo certo e de forma natural. Acordamos com os galos cantando e logo sentimos a preparação das refeições.

Uma experiência que tinha como objetivo conhecer o outro e seu modo de vida, proporcionou algo além disso. Tudo nos direcionava para o questionamento do jeito que vivemos, momentos de autoconhecimento e transformação pessoal. A felicidade, nesse ambiente, é tratada como algo simples e ao nosso alcance. A natureza já nos oferece os recursos que precisamos, só devemos ter consciência disso.

Uma sensação de paz e leveza abraçava todos os meus medos e sofrimentos. Senti que a minha dor foi acolhida naquele lugar. Numa cidade tão grande e cheia e de pessoas como São Paulo, ali vivi o sentimento de ser especial e útil para aquele povo.

Fui tão bem recebida que não queria ir embora. Se pertenço a algum espaço é a natureza. Quero repetir essa experiência a quantidade de vezes possíveis, conhecer outras culturas, relacionar-me profundamente com a fauna e a flora, e ter minhas angústias compreendidas pelo silêncio do vento que corta as folhas das árvores, as águas do mar e as rochas das cachoeiras. Quero principalmente reviver esse sentimento de liberdade, sentir ser livre para desfrutar a felicidade.

Localização da aldeia: Avenida Tupi Guarani, Bertioga - SP, 11250-000.
Duração do trabalho: de 07/06 a 09/06.
Disciplina: Sociedade, Multiculturalismo e Direito (Cultura Digital).


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SOBRE MIM

SOBRE MIM
Sou uma pessoa tentando ser útil para a sociedade de modo a transformá-la. Vitória, 23 anos, bacharel em Gestão Ambiental pela USP, vegetariana, gym rat, calistênica iniciante e grande apreciadora da matemática, ciência, cérebro, animais, meio ambiente, livros e psicologia. Definitivamente diferente.

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