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Vitória Diniz. Tecnologia do Blogger.

O infinito e a vida




Muitas áreas de vegetação nativa só existem devido a presença de terras indígenas. Pude vivenciar isso de perto e é incrível o contato com esses povos, a maneira como cuidam da floresta. De lá eles tiram o material que irá constituir sua casa de reza, alimentar os animais, compor seus instrumentos, formar o artesanato cuja renda contribui para manter tal cultura viva.

Desconstrua a imagem de ser selvagem e isolado que os livros de história, a literatura do romantismo e a mídia formaram, um reflexo estereotipado de uma geração que ainda carrega o preconceito colonial. Conheci, por exemplo, um guarani jovem e diretor da escola local, apaixonado pela filosofia com o sonho de distribuir esse conhecimento a sua tribo. Sim, eles podem frequentar a escola (especial), terem equipamentos tecnológicos, falarem português, usar calça, comprar comida e ainda assim serem considerados povos indígenas. Pois, mesmo que a cultura do "jurua" (não indígena) esteja presente no dia a dia deles, o conhecimento, rituais e todas as coisas que carregam devem ser preservadas. 

Nessa aldeia guarani o tempo passa de forma diferente. Somos convidados a viver o agora, sem hora marcada para nada. Mesmo dessa maneira tudo ocorre no tempo certo e de forma natural. Acordamos com os galos cantando e logo sentimos a preparação das refeições.

Uma experiência que tinha como objetivo conhecer o outro e seu modo de vida, proporcionou algo além disso. Tudo nos direcionava para o questionamento do jeito que vivemos, momentos de autoconhecimento e transformação pessoal. A felicidade, nesse ambiente, é tratada como algo simples e ao nosso alcance. A natureza já nos oferece os recursos que precisamos, só devemos ter consciência disso.

Uma sensação de paz e leveza abraçava todos os meus medos e sofrimentos. Senti que a minha dor foi acolhida naquele lugar. Numa cidade tão grande e cheia e de pessoas como São Paulo, ali vivi o sentimento de ser especial e útil para aquele povo.

Fui tão bem recebida que não queria ir embora. Se pertenço a algum espaço é a natureza. Quero repetir essa experiência a quantidade de vezes possíveis, conhecer outras culturas, relacionar-me profundamente com a fauna e a flora, e ter minhas angústias compreendidas pelo silêncio do vento que corta as folhas das árvores, as águas do mar e as rochas das cachoeiras. Quero principalmente reviver esse sentimento de liberdade, sentir ser livre para desfrutar a felicidade.

Localização da aldeia: Avenida Tupi Guarani, Bertioga - SP, 11250-000.
Duração do trabalho: de 07/06 a 09/06.
Disciplina: Sociedade, Multiculturalismo e Direito (Cultura Digital).


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Ser aprovada(o) na melhor universidade pública da América latina é uma conquista árdua, contudo, para uma parcela dos ingressantes esse é  só o início do desafio. Segundo o jornal do Campus, em 2019, 40% dos calouros da USP vieram de escola pública, entre eles a maioria possui baixa renda e, consequentemente, enfrenta dificuldades para permanecer na graduação.

Semelhante a esses jovens, também estudei em escola pública a minha vida inteira e, como vim da Bahia, minha família teria dificuldade para me manter em São Paulo. Devido esse motivo, solicitei e fui contemplada pelos auxílios (tanto emergencial, quanto efetivo) oferecidos pela Universidade de São Paulo. Ainda na época de vestibulanda (no ano passado, 2018), confiava minha sobrevivência na cidade garantida pelo Programa de Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) e ansiei por todas as informações possíveis relatadas pelos próprios beneficiados — alunos de graduação com dificuldades para se manter na universidade. Dessa forma, esse post tem o objetivo de relatar minha experiência, de modo a proporcionar maior segurança aos futuros uspianos, afinal a USP é para todos.

A maior dificuldade que enfrentei nesse processo foi a digitalização dos documentos (uma lista imensa), já que entrei em contato várias vezes com a Secretaria de Assistência Social (SAS) do meu campus, a EACH, tirando todas as minhas dúvidas. Nesse sentido, a primeira dica é procurar se informar sobre qualquer questão com os atendentes do SAS. É importante ressaltar também, que tais benefícios somente são oferecidos (nesse nível de graduação) para indivíduos que não se formaram em nenhum outro curso superior.

Entre os recursos para manutenção do indivíduo, alguns são disponibilizados financeiramente, mas para ser contemplado, além da questão social, é necessário possuir conta corrente no banco do Brasil, sendo o titular dela. Ao iniciar minha formação, eu já possuía conta salário nessa instituição, entretanto, tive que correr a fim de transferi-la para corrente e, no final a que eu tinha também servia. Segunda dica: abra uma conta no Banco do Brasil, de preferência ela deve ser corrente.

 No meu caso não ocorreu nenhuma entrevista individual com a assistente social. Após realizar a inscrição (anexar os arquivos, preencher as informações e justificar a necessidade de recebe-los), em poucos dias recebi a confirmação do auxílio emergencial (março). O resultado efetivo dos auxílios, todavia, só é divulgado no final de abril para o aluno receber seus benefícios a partir de maio, por isso, a inscrição com antecedência (já em fevereiro) é importante afim de garantir a permanência do estudante até o resultado oficial (terceira recomendação).





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Preparação para o ENEM:

Em 2017 pedi uma doação de livros antigos de todo o ensino médio a secretaria do meu colégio (o Constantino). Esse foi o material utilizado na minha preparação para o ENEM 2018. 

No final de 2017 fiz uma revisão básica de matemática para solidificar a base que já possuía e inciei oficialmente os estudos para tal exame no dia 01/01/2018. Quando começaram as aula do 3º ano do ensino médio (turno matutino), minha rotina vespertina de segunda a sexta consistia em estudo das 13:00 horas às 21:00, com uma hora de pausa (17 horas), além disso, separava as duas últimas horas desse período para revisar e fazer as atividades escolares. 

Ademais, sábado era reservado nos três turnos para mais estudo e escrita de redações (no mínimo uma por semana), as quais foram até o primeiro semestre corrigidas essencialmente por minha professora de redação a Leotelma, contudo, com as primeiras avaliações da escola conclui que ela ficaria muito sobrecarregada ao corrigir o total de texto dissertativo que eu escrevia, então aproveitando o dinheiro que juntei trabalhando como jovem aprendiz do 1º ao 2º ano do ensino médio comprei alguns créditos de correção on-line na plataforma Imaginie. 

Domingo, por sua vez, era totalmente dedicado a: pela manhã revisões do conteúdo estudado na semana, por intermédio de exercícios e elaboração de fichas bem resumidas; a partir de 12:30 até por volta de 18 horas eu simulava, com as provas antigas do ENEM e cronometragem, como seria meu desempenho e estratégias para o dia oficial; no período noturno corrigia os simulados realizados. 

 Confesso que essa rotina não era flexível. Todavia, minha forma de diversão era ler livros de gêneros variados (algo que amo) e assim ao mesmo tempo aumentar minha bagagem sociocultural, a qual foi complementada pela pesquisa de leis, atualidades, acompanhamento do Salto para o futuro que debate temas essenciais, além do estudo de teorias e pensadores sociológicos e filosóficos aplicados em minhas produções textuais de forma parafraseada e com base em minha concepção, ou seja, não decorava frases de autoridades. 

Outros aspectos fundamentais para esse resultado foram o acompanhamento psicológico —devido a autocobrança excessiva e aprimoramento pessoal—, psiquiátrico já que possuo o Transtorno de Ansiedade Generalizada, apoio da família (especialmente minha mãe) e de todos os meus mestres do Colégio Estadual Constantino Catarino de Souza.

Entrevista dada ao blog Portal Valle: http://www.lem24horas.com/2019/02/estudante-da-rede-publica-desbanca.html

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Quando você possui um transtorno mental, vive eternamente uma crise reflexiva sobre a vida. Aqui escrito não parece nada surpreendente e alguns podem afirmar "todos pensam sobre isso", na verdade é muito diferente do comum, sentimos uma grande necessidade de sempre ter certeza de tudo. Nesse sentido, estando a existência por um fio tênue, estabeleci a obrigação de ser útil de algum modo para as pessoas e o mundo.

Além disso, como todo jovem tive muita dúvida nesse processo de escolha da graduação. Amo a matemática e por um longo tempo pensei em seguir carreira no bacharelado em matemática. Porém, eu demoraria muito para ter alguma utilidade (mestrado e doutorado), com isso decidi arriscar outra área.  Talvez a pior parte seja o o receio quanto ao que as pessoas irão pensar.

O maior erro é basear a escolha naquilo que gostamos. O dia-a-dia profissional simboliza a questão essencial a ser refletida, não apenas a grade curricular do que será estudado. Acredito que tal ponto leve a frustração, trabalho mal realizado e com falta de qualidade. 

O principal, no entanto, é o valor da  atividade que exercerá, ou seja, quão importante será a sua função para tornar o planeta cada vez melhor,  fazer a diferença aos seres que o habitam. Por isso, escolhi gestão ambiental. 

Essa palestra pode lhe auxiliar na decisão:  https://youtu.be/MKlx1DLa9EA .

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Como falei no post anterior, lido diariamente com um transtorno mental. Sendo ávida por livros e maravilhada pela psicologia, gosto de me aventurar em histórias cujos personagens possuem distúrbios ligados a mente. Muitas vezes a sensação é de acolhimento, por isso trago hoje indicações literárias para curiosos e portadores.


1. A solidão dos números primos

                     


Sinopse: Dois acidentes dão a partida à cadência da trama: Alice é uma menina que fora forçada pelo pai a ser uma brilhante atleta. Em um dia de treino, sofre uma queda que a deixará marcada para sempre. Mattia é um pequeno gênio da matemática. A caminho de uma festinha de aniversário, deixa a irmã gêmea, da qual se envergonha, sozinha num banco de praça e nunca mais a vê. Marcados por suas histórias e um sentimento permanente de inadequação, Alice e Mattia se conhecem na escola e, desde então, ficam cada dia mais unidos. A fixação por belas imagens faz com que Alice torne-se fotógrafa. Mattia tem uma maneira particular de ver o mundo, sempre por teoremas matemáticos – e não por acaso torna-se um brilhante cientista. E é assim, através do olhar aguçado de Alice e das hipóteses lógicas de Mattia, que Giordano conduz a narrativa densa e sensível de seu premiado romance de estreia. Segundo o autor, os protagonistas “são típicos representantes de uma burguesia abastada, que dá conforto aos filhos, mas os deixa sozinhos”. É de maneira cortante que Giordano dá conta desta solidão – como ao descrever o pai que não se dá ao trabalho de tirar o cinto de segurança para dar um beijo no filho, ao deixá-lo na escola. Ou a família que não percebe a anorexia da filha, disfarçada por uma barreira de copos diante de um prato de refeição intocado.

Observação: Esse livro é pesado, no sentido em que aborda de forma real a anorexia e autolesão não suicida, então tome cuidado, apesar dessa obra ser ótima pode atuar como um gatilho para quem sofre com esses distúrbios.

2. O lado bom da vida

                                  



Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez. 

Observação: Ambos personagens principais foram diagnosticados com depressão.
(Adquira esse livro na Amazon: https://amzn.to/2S25qMQ)

3. Razões para continuar vivo

                                            



Sinopse: “Quando eu tinha 24 anos, eu quase me matei. Na época, eu morava em Ibiza, Espanha, na parte tranquila da ilha. Minha casa era bem perto de um penhasco. Em meio à neblina da depressão, caminhei até a beirada do precipício e olhei para o mar, para a costa acidentada de pedra calcária, pontuada por praias desertas. Era a paisagem mais linda que eu já tinha visto, mas na hora aquilo não tinha importância. Eu estava muito ocupado tentando reunir a coragem que eu precisava para me jogar dali. Não me joguei. Em vez disso, recuei e vomitei tudo que estava sentindo.Mais três anos de depressão se seguiram. Pânico, desespero, batalhas diárias.Mas eu sobrevivi. Naquela época, eu tinha certeza de que não conseguiria passar dos 30. A morte ou a loucura total pareciam mais realistas. Já passei dos 40. Hoje vivo cercado por pessoas que amo, fazendo um trabalho que nunca imaginei que faria e passo meus dias escrevendo.Fiquei muito feliz por não ter me matado, mas continuei me perguntando se havia alguma coisa para dizer às pessoas que estão passando por esses tempos sombrios. Essa é minha tentativa.”

Observação: Trata-se da autobiografia de um homem com depressão.
Adquira esse livro na Amazon: https://amzn.to/2VArd0p.

4. As vantagens de ser invisível



Sinopse: Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.

Observação: Charlie é um adolescente que sofre com depressão.
Adquira esse livro pela Amazon: https://amzn.to/3bzZPFl.


5. A diferença invisível



Sinopse: Marguerite tem 27 anos, e aparentemente nada a diferencia das outras pessoas. É bonita, vivaz e inteligente. Trabalha numa grande empresa e vive com o namorado. No entanto, ela é diferente. Marguerite se sente deslocada e luta todos os dias para manter as aparências. Seus movimentos são repetitivos e seu universo precisa ser um casulo. Ela se sente assolada pelos ruídos e pelo falatório incessante dos colegas. Cansada dessa situação, ela irá ao encontro de si mesma e descobrirá que é autista – tem a Síndrome de Asperger. Sua vida a partir daí se transformará profundamente.

Observação: é uma HQ autobiográfica.
Adquira esse livro pela Amazon: https://amzn.to/2zra28P.


6. Cérebro autista



Sinopse: Ao mesclar novas e surpreendentes descobertas com a sua própria experiência como autista, Temple Grandin evidencia os avanços científicos neste campo, compartilha conosco suas ressonâncias cerebrais para mostrar quais anomalias podem explicar os sintomas mais simples e, de forma animadora, argumenta que a educação de crianças autistas não deve centrar-se apenas em suas fraquezas, o que multiplica as formas de aproveitar suas contribuições únicas. Dos “Aspies” do Vale do Silício até uma criança não verbal, Grandin compreende o real significado da palavra “espectro”, o que faz deste livro uma leitura essencial sobre o assunto.

Observação: Esse é um livro mais técnico e não ficcional sobre o espectro do autismo.
Adquira esse livro na Amazon: https://amzn.to/3cLk4QG.

Comprando pelos links você ajuda muito o blog ♡.

PS.:  As sinopses possuem como referência o site https://www.saraiva.com.br .

 

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Como o desequilíbrio emocional pode sabotar sua aprovação:


Sonhei com esse ano a vida inteira, porém não conseguia entender o que se passava em minha mente. Pensamentos negativos, insônia, desânimo, apetite instável, entre outras coisas, faziam parte da minha vida há anos e vieram a tona em sua máxima intensidade em 2018.

O tempo inteiro me sentia sobrecarregada, como se fosse explodir a qualquer momento, uma agitação inquietante tomava conta do meu corpo enquanto a minha mente sofria bombardeios constantes de insegurança e medo.

Além disso, esse foi o ano definitivo do meu ENEM (estava cursando a 3ª série do ensino médio) e  estudei muito, até no intervalo da escola, no ônibus, na fila de algum lugar. Não me permiti nenhuma flexibilidade, nem sair de casa, cortei o contato com as pessoas, afastei-me da igreja (eram coisas demais para mim), a minha única diversão foi ler (coisa que amo). 

Ao mesmo tempo eu ocultava e desprezava meus sentimentos, reprimia tudo o que sentia. O resultado não foi bom, sofri vários sintomas físicos, tais como dor de cabeça, tontura, febre, enjoo, dor nas pernas, crises de choro, tremores, insônia e agitação no período (meses, semanas, dias) que antecedia uma avaliação importante, a exemplo de olimpíadas científicas e, principalmente o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Consequentemente, sentia, ao finalizar elas, não ter conseguido aplicar todo o conhecimento que possuo e, infelizmente, a quantidade de acertos foi conforme minha intuição presumia: abaixo do que eu esperava. Tudo isso foi frustante, fiquei decepcionada e com a sensação de que estraguei o meu ano.

Contudo, a verdade é que eu estava e ainda estou doente e a confirmação veio em dezembro, após 11 meses de extrema ansiedade e tratamento com psicólogo e psiquiatra: tenho depressão moderada. Sim, um distúrbio mental que muitos afirmam ser frescura e outros banalizam, estava destruindo a minha vida, minando toda a força vital. 


 "Pode ser um caminho longo e difícil, mas os transtornos mentais são tratáveis. Há esperança, mesmo que seu cérebro lhe diga que não."  —John Green em "Tartarugas até lá embaixo".
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A OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) como o próprio nome diz, é uma olimpíada nacional de matemática em que participam escolas públicas e agora também, particulares.

Ela é dividida em duas fases. A primeira é composta por uma prova objetiva contendo 20 questões e normalmente ocorre em junho. A segunda fase por sua vez, acontece em setembro, apresenta 6 questões com itens (a,b,c,d,e,..), sendo todas elas dissertativas e precisam obrigatoriamente de justificativa, isto é, exige-se que o participante explique como chegou a sua resposta e não apenas apresente o resultado, esta explicação deve ser preferencialmente clara, objetiva e simples.

O que posso ganhar participando da OBMEP?

Em primeiro lugar, se você for premiado com alguma medalha poderá participar do PIC ( Programa de Iniciação Científica da OBMEP), o qual proporciona o recebimento de uma bolsa de iniciação científica do CNPq. Além disso, no ensino superior os medalhistas também poderão candidatar-se ao Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME). Para mais informações acesse o site da OBMEP.

 Como funciona a classificação para participar da segunda fase?

Classificam-se para a segunda fase 5% dos alunos de uma escola, tendo esses obtido as maiores pontuações, que dependendo da instituição, podem variar de 5 a 16 (ou mais) acertos.

Quantas questões tenho que acertar na segunda fase para ganhar uma medalha?

Depende. Cada questão da OBMEP vale de 0 a 20 pontos (os itens não possuem uma pontuação preestabelecida), então isso vai depender da dificuldade da prova, pois se ela for um pouco mais fácil, uma maior quantidade de pessoas obterá uma boa pontuação, assim a nota de "corte" subirá, caso contrário diminuirá um pouco.

Como estudar para a OBMEP?

A principal recomendação é: faça as provas anteriores, principalmente da segunda fase e também os exercícios dos bancos de questões. Você os encontra no site da OBMEP.
   
Em relação ao conteúdo teórico indico:
  • Apostilas do PIC ( no site da OBMEP).
  • POTI, o qual oferece treinamento gratuito para a OBMEP e OBM, ele possui polos presenciais e online. Para mais informações acesse o site.
  • Canal no youtube do Dr. Diego Marques.
  • O clube de matemática da OBMEP.
  • O  portal da matemática (agora portal do saber).
Tenham um ótimo estudo e uma excelente premiação.
   

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SOBRE MIM

SOBRE MIM
Sou uma pessoa tentando ser útil para a sociedade de modo a transformá-la. Vitória, 23 anos, bacharel em Gestão Ambiental pela USP, vegetariana, gym rat, calistênica iniciante e grande apreciadora da matemática, ciência, cérebro, animais, meio ambiente, livros e psicologia. Definitivamente diferente.

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